04 junho 2007

A classificação do povo

Por Aldo Barreto

A classificação é definida como a reunião de entidades semelhantes e a separação das não afins. A diferenciação tem sido considerada uma característica básica na classificação. James Duff Brown estabeleceu em 1916 que a classificação era um "processo mental" constantemente executado de forma consciente e inconsciente por qualquer ser humano.

Mas a vasta possibilidade tecnológica associada à necessidade de inovação fez com que a Internet criasse conceitos bastante inovadores em termos de organizar o conhecimento digital. Um deles é a folksonomia ou, ainda, taxonomia popular. O termo original (“folksonomy”), em inglês, vem da junção de duas palavras: “folks” (povo, gente) e “taxonomy (taxonomia).

O site da Internet do Flickr, um espaço para armazenamento e compartilhar fotos, é um belo exemplo sobre o assunto. Quando um usuário coloca uma nova foto, ele pode atribuir tags ( etiquetas) à ela.

Qualquer visitante comum também pode fazer o mesmo. O sistema do Flickr então compila o que foi inserido e apresenta uma relação de palavras que tem pertinência àquela imagem. O resultado pode ser exibido como um simples ranking textual ou pelo Folksonomic Zeitgeist.

Esta é uma forma visual de expor a classificação do povo. É um quadrado as palavras (etiquetas), com o corpo da fonte em tamanhos variáveis, de acordo com seu número de votos. Quanto maior for a palavra, mais citada ela foi pela comunidade. O usuário tem a opção de navegar pelos rankings, de todos os usuários.

A folksonomia é uma classificação social onde pessoas que usam o mesmo código (vocabulário) esperam encontrar de novo o mesmo objeto. É um modo de as pessoas ‘etiquetarem’ objetos (qualquer coisa que possa estar na Internet ) usando o seu próprio vocabulário para que seja fácil encontrar a informação outra vez.

Ao abrir espaço para uma classificação dos conteúdos, a partir do ponto de vista de diferentes pessoas, permitindo que informações semelhantes tenham interpretações culturais distintas, acredita-se que as tags estejam preparando o terreno para um dos principais sonhos de Tim Berners-Lee , o do surgimento de uma web semântica.

Nossa nova Internet seria possível, graças a informações de um arquivo legivel apenas para os computadores, uma navegação e busca de dados baseada no sentido semântico da informação e não mais em expressões de busca como é hoje.

1 Comments:

At 25 junho, 2007 14:55, Anonymous Maria Irene said...

Parabéns pelo site, pelos artigos. O visual é muito bonito, e o conteúdo de grande utilidade.

 

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