22 Novembro 2007

Internet pode ficar sem capacidade em 2010, diz estudo

Por Grant Gross
em IDG Now!
20 novembro 2007

O uso corporativo e doméstico da internet pode levar a um esgotamento da capacidade de atual infra-estrutura se não forem feitos investimentos superiores a 137 bilhões de dólares, diz um estudo da Nemertes Research, uma empresa independente de análise.

O motivo, de acordo com a Nemertes, é um crescimento de conteúdos audivisuais. O estudo foi feito para uma base de clientes da lista da Fortune 2000, provedores de serviços e organizações sem fins lucrativos, como a Internet Innovation Alliance (IIA).

O estudo sugere que a demanda por aplicações web, como streaming e vídeos interativos, transferëncias de arquivos em redes peer-to-peer e download de música vai acelerar e exigir mais capacidade da rede.

Atualmente, quase 75% dos norte-americanos que usam a internet assistiram em média a 158 minutos de vídeo em e viram mais de 8,3 bilhões de vídeos em streaming em maio, segundo dados da comScore.

A internet vai criar 161 exabytes de novos dados este ano. Para se ter uma idéia, um exabyte é o equivalente a aproximadamente a armazenar 50 mil anos de vídeos com qualidade de DVD.

Biblioteca Digital da Fundação Biblioteca Nacional

Por Muniz Sodré
em Amigos do Livro

Ao inaugurarmos a Biblioteca Digital da Fundação Biblioteca Nacional, temos em mente que este dispositivo indispensável à nossa contemporaneidade informacional comporta mais cuidados do que aqueles normalmente privilegiados pelas políticas tecnocientíficas da memória.

A digitalização do impresso implica, de fato, para além da sua dimensão puramente técnica, o tornar visível de toda uma crise das estruturas culturais tradicionalmente centradas no livro e na leitura individualizada.

É que a digitalização parece impor-se no mesmo momento em que se multiplicam outros caminhos técnicos de aquisição de cultura, outros suportes (do cinema ao DVD), geradores de modos de uso bastante diferentes daqueles requeridos pela prática tradicional da leitura do livro.

O risco é incorrer por inteiro no paradigma tecno-mercantilista, cujas estratégias estão mais centradas em preencher a base digital com objetos culturais, que são no fundo indiferentes à grande comunidade dos cidadãos. Ou seja, as formas técnicas de apresentação do digital acabam tornando-se mais interessantes do que isto a que estamos habituados a chamar de “cultura” ou de “patrimônio histórico”.

São evidentes as conseqüências disso tudo. Em primeiro lugar, consolida-se a idéia de “sociedade de informação” como uma redução ao conceito de infraestrutura digital. Esta é socialmente valorizada enquanto inovação tecnológica, portanto, enquanto incremento exponencial da velocidade do acesso, mas, isolada em sua dimensão técnica, pode consolidar o abismo elitista entre a apropriação comunitária dos conteúdos culturais e a enorme oferta propiciada pelo mercado do digital.

Em segundo lugar, o ponto da preservação digitalizada da memória cultural termina ficando dentro do campo estreito dos interesses e dos debates mercadológicos: como resolver os impasses da concorrência empresarial, qual o melhor padrão a ser adotado.

Em última análise, o mercado pode transferir para a inovação do digital os velhos dogmas do funcionalismo, que as ciências sociais tomaram de empréstimo às ciências naturais. E tende a deixar esquecida a diversidade das línguas naturais em favor de um algoritmo único, responsável por todos os mecanismos de busca. Este tipo de preocupação está presente em nossa arrancada rumo à digitalização do acervo.

A democratização do acesso à memória cultural não deve furtar-se à pesquisa de uma orientação nacional para os mecanismos de busca.

SBRB online

em Amigos do Livro

O Sistema Brasileiro de Registros Bibliográficos SBRB ON LINE é o primeiro site brasileiro a disponibilizar registros de catalogação bibliográfica através do protocolo Z39.5.

Mais de 300.000 títulos catalogados podem ser acessados por qualquer biblioteca e disponibilizado em texto ou no formato MARC.

O SBRB ON LINE é uma iniciativa da Associação Cultural Basílio da Gama e do programa de gerenciamento de bibliotecas e arquivos Alexandria On Line para desenvolver a catalogação cooperativa das bibliotecas brasileiras, trocar experiências, promover ações de capacitação e desenvolvimento técnico.

Pessoas físicas podem acessar as informações bibliográficas, um registro por vez.

Bibliotecas cadastradas poderão usar o mecanismo de busca Z39.5 que dispuserem em seus programas de gerenciamento e mais:

- Participar dos fóruns de discussão que serão abertos;

- Contribuir com seus registros para a catalogação coletiva;

- Participar dos programas de capacitação que serão desenvolvidos.

A explosão da memória

Por Aldo Barreto

Os documentos de amanhã serão majoritariamente digitais. Em adição aos dados já armazenados nos estoques digitais, semanalmente se acresce uma biblioteca do congresso americano aos estoques digitais nas memórias eletrônicas.

Na Internet cada um é o seu próprio publicador acabando com o monopólio da fala, um poder editores e instituindo a liberdade das vozes e um problema de gestão que, ainda não é uma preocupação, das áreas que lidam com a informação.

Hoje existem cerca de 80 milhões de blogs pessoais enunciando conteúdos de todas as áreas do conhecimento e a cada dia são criados mais 200 mil; alguns são interrompidos outros hibernam mas a maioria tem longa produção.

Outra grande parte deste volume de documentos digitais está, ainda, nos discos rígidos mantidos por pessoas, de cientistas e organizações.

A OCLC Online Computer Library Center fez extensiva pesquisa sobre tecnologia da informação e documentos digitais na Europa, Usa e Canadá e uma de suas surpreendentes conclusões é que: "o usuário da web é cada vez mais um leitor online e não um impressor de papel para uma leitura tardia".

A proclamada e negada "paperless society" finalmente chegou; isto pode ser percebido pelo valor de mercado e o valor relativo das grandes impressoras a laser. As impressoras jato de tinta estão voltando ao mercado, mas só para uma impressão priorizada ou de entretenimento e de alta qualidade.

Mas os grandes estoques crescentes de informação, continuam a se acumular em um tempo sem limites nos arquivos digitais.

O conhecimento, potencialmente armazenado em estoques, agrupa-se, exponencialmente, em estruturas que lhe servem de repositório. Mesmo colocando-se filtros de entrada para limitar qualitativamente o crescimento destes estoques, a coisa toda tenderá a ruir em pedaços, devido ao seu próprio peso, a menos que se modifique as proporções relativas da estrutura em relação ao seu conteúdo físico.

A explosão de informação de que nos falavam Vannevar Bush e Solla Price no após a 2ª guerra mundial foi resolvida pelo computador, que é hoje um elemento da nova explosão junto com a liberdade da escrita na Internet.

Há um processo de diferenciação estrutural, mediante o qual uma organização se distorce ao se diferenciar. O exemplo clássico de D'Arcy Thompson, é famoso: uma estrutura ao mudar sua forma, devido ao crescimento de seu volume se transforma em outra. Assim, como a macieira não pode seguir crescendo para aumentar o volume de produção de seus frutos, haverá um momento, quando os estoques de memória digital, também, vergarão sob seu próprio peso e quebrarão em um processo de diferenciação.

A analogia destes conceitos ao crescimento dos acervos leva a crer que estas estruturas de armazenagem, na liberdade de produção de informação digital , irão crescer, em volume, periódica e cumulativamente, e em um determinado momento tenderão a "quebrar" por seu próprio peso, i.e., mudar sua forma, devido ao crescimento de seu volume e se transformar em outra ou acabar.

A teoria e as práticas das áreas que lidam com a gestão da informação, não se adaptando às novas estruturas, quebram, também, por inércia e inutilidade.

Xadrez na Biblioteca

em Boletim PNLL
18 novembro 2007

Pensar a biblioteca como um espaço de cultura e convivência entre seus usuários pode resultar em um aumento no número de usuários. Em Santa Cruz do Sul (RS) são utilizadas aulas de xadrez para ampliar o número de freqüentadores da Biblioteca Pública Municipal Profª Elisa Gil Borowsk e desenvolver o raciocínio lógico dos participantes. Também são feitas leituras das regras e pesquisas biográficas sobre os principais enxadristas, contextualizando o jogo e estimulando o hábito e a fluência da leitura através do texto. As aulas duram uma hora e acontecem uma vez por semana, com o máximo de 10 alunos. A expectativa agora é dobrar o número de participantes, além de levar a idéia a outras bibliotecas.

21 Novembro 2007

O pedreiro que virou ‘bibliotecário’

Por Fabiano Ormaneze
em Agência Anhangüera

Era só mais uma reforma entre as tantas que o pedreiro José Ferreira da Silva, de 47 anos, está acostumado a fazer nas quase três décadas em que amassa barro e assenta tijolos. Mas o fim do serviço na Igreja de São José, em Campinas, transformou-lhe a vida. Na hora da limpeza após a conclusão dos trabalhos, uma centena de livros foi descartada. As obras já estavam no lixo quando Silva as encontrou. De ônibus, aos poucos, decidiu levá-las para casa. Num quartinho no fundo da casa, no Jardim Santa Emília, em Hortolândia, ele instalou uma prateleira e acomodou os livros. Quando isso aconteceu, há quatro anos, José nem sabia ler. Hoje, no mesmo espaço, ele já acomoda 3,5 mil livros, está na 5 série do Ensino Fundamental e o quartinho ganhou o nome de Biblioteca dos Amigos. O simples desejo de decifrar as letras ofereceu uma oportunidade de crescimento a ele e aos moradores do bairro.

“Eu ficava muito triste quando via que as crianças tinham de ir até o Centro para fazer um trabalho escolar. Além disso, sabia que oferecer a oportunidade de ler a eles seria dar minha contribuição para que sofressem menos do que eu, que nem mesmo uma placa num ônibus conseguia entender”, afirma. Em casa, José teve o exemplo das dificuldades que as crianças da periferia enfrentam para ter acesso à informação. “Minha filha, que hoje tem 26 anos, muitas vezes, precisou atravessar a cidade inteira atrás de um livro e, quando chegava, a biblioteca estava fechada.”

Como no acervo inicial havia muitos títulos infantis, assim que montou a prateleira, chamou as crianças da redondeza para escolher o primeiro livro que leriam. “O que eu não esperava é que as pessoas iam ficar sabendo da biblioteca e também fariam suas doações.” Foi assim que o projeto se expandiu. Atualmente, o acervo é composto por livros infantis, didáticos, de literatura brasileira, dicionários e enciclopédias. Com a ajuda da esposa, Maria, a biblioteca fica aberta durante todo o horário comercial. Ela é a responsável por atender os cerca de 400 usuários mensais e fazer os empréstimos. “Quando chego em casa e antes de ir para a escola, uso o pouco tempo que tenho para organizar o acervo e fazer pequenos consertos nos livros, como colar uma capa que despregou durante o dia”, afirma.

INFORMÁTICA

Visitada principalmente por crianças e adolescentes do bairro, há três anos a Biblioteca dos Amigos chegou à era digital. Na reforma de uma residência, José descobriu que um computador seria jogado fora. Mesmo sem saber mexer na máquina e sabendo que ela não funcionava, entregou-a nas mãos de um amigo que trabalha com eletrônica. Consertada, voltou a funcionar e foi instalada na biblioteca. “Foi uma festa quando o computador chegou.”

A criançada passou a fazer a pesquisa e a digitar o trabalho aqui mesmo”, relembra. No ano seguinte, uma empresa doou outros 22 computadores. “O próximo passo vai ser encontrar um voluntário para dar um curso de informática, no período noturno. Esse é o meu sonho no momento.” Por enquanto, a alegria se resume em ver, todas as manhãs, crianças caminharem em direção à escola, levando trabalhos feitos na biblioteca. “Fico esperando o ônibus e as observo. Isso me emociona e me dá a certeza de que eu contribuí para que menos gente sofra por ser analfabeta.”

Mesmo já sabendo muito mais do que quando iniciou o projeto, José ainda tropeça nas letras, não conhece o significado das palavras difíceis que encontra nas páginas. “Às vezes, quando vejo alguém com um livro, fico me perguntando se aquela pessoa sabe o quanto é importante saber ler, o que isso muda na vida de uma pessoa. Ainda hoje me sinto inferior, mas ainda vou pegar um livro desses bem grossos que tenho aqui e ler inteirinho”, planeja.

Serviço monitora cópia de conteúdo distribuído sem permissão na rede

em IDG Now!
6 novembro 2007

A plataforma Attributor para monitorar e analisar o conteúdo online foi lançada nesta segunda-feira (05/11) com a premissa de identificar cópias de material pela internet, analisando critérios que são considerados como o “DNA” do texto.

Para que o sistema funcione, é necessário que clientes do novo serviço registrem partes do texto consideradas importantes (como uma imagem, vídeo ou parágrafo).

É possível também adicionar regras específicas para a identificação, como a quantidade que pode ser copiada, se um link para o original é requerido e em que termos publicidade é permitida.

Ao encontrar conteúdo que não está de acordo com os termos de cópia em um universo de bilhões de sites, o serviço envia uma notificação automática exigindo uma alteração ou remoção ao responsável pelo veículo que divulgou a informação.

O Attributor revela ao cliente se as devidas alterações foram feitas ou se o conteúdo foi removido. O produto, desenvolvido pela Attributor Corporation, já possui clientes como Reuters, Associated Press e News Canada.

O valor do conhecimento

Por Carlos Alberto Júlio
em Revista Ensino Superior
outubro 2007

Existem pessoas tão preocupadas com os valores que não conseguem enxergar os números. Mas piores mesmo são aquelas que, de tão preocupadas com os números, se esquecem dos seus valores.

E isso acontece todos os dias, em todos os lugares. Cada geração tende a reaprender os seus princípios. Precisamos nos adaptar constantemente às nossas próprias invenções para chegarmos onde queremos. E é nesse ponto que aparece um dos maiores dilemas dos seres humanos, e que nos leva a olhar para dentro de nós mesmos e perguntar: o que importa para a minha vida? Será que a fama, o sucesso e o dinheiro compensam outras frustrações que vamos acumulando ao longo dessa jornada?

E a paz interior corporativa? Ela também começa quando equacionamos o nosso equilíbrio, simplicidade, sucesso e eficácia, que nos permitem fazer o nosso trabalho mais rapidamente para termos mais tempo para ficar com a família, estudar ou fazer aquilo que sempre adiamos por algum motivo aparentemente justificável. Mas, para atingir um resultado positivo nessa equação, é preciso saber conhecer as suas necessidades e viver de acordo com os seus valores, sem deixar o conhecimento para trás. Lembre-se de que o acesso imediato à informação é o que complementa o valor de um profissional nos dias de hoje.

É importante que se entenda muito bem que o que traz valor para as pessoas e para as empresas, no longo prazo, é o conhecimento e não a informação. Ninguém aqui renegaria o valor da informação certa na hora certa, principalmente aquelas de caráter competitivo. Porém, há de se definir que a informação tem caráter cumulativo, enquanto o conhecimento é seletivo, ou seja, enquanto a informação pode ser buscada na hora que dela necessitamos, e armazenada se necessário for, o conhecimento exige inferência e uso para gerar valor.

A propósito, o conhecimento só serve para duas coisas: ser compartilhado ou gerar valor. O conhecimento retido na pessoa ou num livro que nunca será lido é um tesouro no fundo do mar. A sabedoria, por sua vez, é todo o conhecimento aplicado. Quando você usa conhecimento para viver melhor, produzir melhor, está exercendo uma certa sabedoria. A obsolescência nas organizações parece advir cada vez mais da incapacidade de gerir e compartilhar as experiências que estão nas pessoas que lá trabalham. Por outro lado, você sabe que está ficando obsoleto no campo pessoal quando pára de aprender.

Na relação da gestão do conhecimento organizacional, a questão emergente é como gerenciar algo cuja aquisição não se pode obrigar. O conhecimento só se recebe voluntariamente, não é possível impô-lo. Na questão pessoal, é preciso entender que a busca por conhecimento deve ser multidisciplinar.

Escreva seus valores e o que eles significam para você. Não basta tê-los na cabeça e no coração, é preciso escrevê-los no papel. Priorize seus valores, valorize seus conhecimentos e será o mercado que dirá quanto você vale. Afinal, quanto vale a sua paz interior? Muito mais que o seu salário, eu não tenho a menor dúvida. E se fizermos esta pergunta daqui a 500 anos, a resposta será a mesma, com certeza.

Presa quadrilha acusada de roubo de obras de arte

em G1
26 outubro 2007

A polícia prendeu nesta sexta-feira (26) quatro pessoas suspeitas de roubar obras de arte no Rio de Janeiro. Segundo a Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente (Delemaph), um suspeito, que estava acompanhado de outros três, foi identificado na Rodoviária Novo Rio, onde os policiais realizavam uma operação de repressão ao tráfico de animais silvestres e obras de arte.

A polícia seguiu o suspeito, identificado como Laércio de Oliveira, da rodoviária até um hotel na Zona Sul, onde, junto com as outras três pessoas, alugaram dois quartos. Laércio seria um dos principais ladrões de obras de arte, segundo a Polícia Federal.

Em seguida, o grupo foi até a Casa de Rui Barbosa, onde ficaram durante três horas realizando consultas em obras do acervo do local.Laércio foi preso na Cinelândia, no Centro do Rio, e os outros três foram presos no hotel onde estava. Segundo a polícia, Laércio admitiu que trazia obras de arte nas bagagens. Ele tinha um mandado de prisão aberto no Paraná.

DUZENTOS ARTIGOS

No hotel, foram apreendidos cerca de 200 artigos, entre livros e litogravuras de Debret, alguns com carimbos de instituições em Pernambuco, Bahia e Belém.

A PF acredita que boa parte das obras roubadas pelo grupo foi comprada por colecionadores brasileiros. As investigações começaram há oito meses. Segundo o delegado da Delemaph, Alexandre Saraiva, os presos vieram ao Rio fechar negócios.

"Eles já tinham aqui o comprador certo para essas obras, mas nós só vamos chegar a essas pessoas analisando o que foi arrecadado", disse Saraiva.

CAMPANHA PARA RECUPERAR OBRAS

Na última semana, o Instituto de Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) lançou uma campanha para recuperar as 918 peças desaparecidas do acervo nacional. Segundo o Iphan, mais da metade das peças é do estado do Rio.

As obras raras que fazem parte da história e cultura brasileiras fora roubadas ou furtadas de 33 museus e 106 igrejas cariocas.

Em julho, criminosos levaram 146 gravuras do pintor Lucílio de Albuquerque e oito caixas com fotos de autoria de Marc Ferrez e Augusto Malta do Arquivo Geral da cidade. Em fevereiro de 2006, quatro homens armados invadiram o Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa, no Centro do Rio, e roubaram quadros de alguns dos maiores e mais valorizados pintores modernos. Na última semana, quase 400 livros da Biblioteca Nacional foram recuperados.

Durante a campanha, um banco de dados com imagens e informações das peças roubadas vai estar disponível na Internet para a população ajudar na identificação e resgate dos objetos. As denúncias poderão ser feitas pelo telefone (21) 22621971, fax (21) 25240482, pelo e-mail bcp-emov@iphan.gov.br, ou no próprio site: http://www.iphan.gov.br./

Os acervos de instituições culturais como a Biblioteca Nacional e o Arquivo Nacional também devem ter um sistema interligado ao banco de dados do Iphan.

Biblioteca em borracharia recebe prêmio de incentivo do MEC

Por Agência Brasil
em Canção Nova Notícias
31 outubro 2007

Na periferia da cidade de Sabará (MG) uma borracharia também é biblioteca. Entre pneus, mangueiras e rodas de carros, estantes nas paredes abrigam mais de sete mil livros na Borrachalioteca de Marcos Túlio Damascena. O local faz mais de 220 empréstimos por mês e recebe crianças e adultos de todas as idades.

Damascena, que é borracheiro, diz que teve a idéia de transformar a oficina em biblioteca há cerca de três anos “a partir do gosto pelos livros e com a vontade de transmitir isso para as pessoas”. Passou então, a juntar revistas e jornais, que antes só estavam à disposição dos clientes, e a oferece-los à comunidade. Com tempo, conta, começou a receber doações de diversos tipos de livros.

Na noite de ontem (30), Damascena foi um dos ganhadores do Prêmio Viva Leitura 2007, que busca incentivar ações de estímulo à leitura no país. Ele recebeu R$ 25 mil da Fundação Santillana, empresa que patrocina o prêmio com apoio do Ministério da Educação e da Cultura. O dinheiro, garante investir na ampliação da Borrachalioteca e em outras ações de incentivo à leitura.

Questionado se a imagem de uma borracharia - que tem funcionários com as mãos sujas de graxa - afastaria os leitores, Damascena avalia que não. “Podem até chegar com esse pensamento mas na hora que conhecem e observam como funciona o projeto dão total valor para a gente”. Segundo o borracheiro, uma das vantagens do iniciativa é o prazo de devolução dos livros - de quinze dias enquanto em uma biblioteca comum o tempo limite é de sete.

Para Damascena, a idéia de fazer uma biblioteca na oficina é uma iniciativa simples para incentivar a leitura na localidade. “São coisas assim que podem modificar a situação da leitura no país”, ressaltou. “A leitura é um prazer que instrui”. Assim como ele, outras duas iniciativas foram premiadas em um evento que teve quase duas mil inscrições de todas as regiões do país.

O prêmio faz parte do Plano Nacional do Livro e Leitura do Ministério da Educação e da Cultura. Além de reconhecer e divulgar ações de estimulo à leitura é meta do plano implantar bibliotecas em todos os municípios do país em dois anos, aumentar o número de livrarias e apoiar o debate e a adoção de mecanismos não restritivos de direitos autorais, entre outras medidas.

A Internet não é mais uma nova tecnologia

Por Aldo Barreto

A OCLC disponibilizou, recentemente, um relatório baseado nas atitudes e percepções dos que trabalham e estão envolvidos em redes sociais ou colaborativas. A pesquisa abrange dados colhidos no Canadá, na França, Alemanha, Japão, Reino Unido e USA. Ao final indicações de como baixar o relatório.

O relatório é abrangente em suas pesquisa e conclusões. Abaixo mostramos uma pequena amostra dos pontos mais reveladores apontados. Resultados indicados para a WEB e a Internet:

• A Internet não é mais uma nova tecnologia e tem sido usada pela grande maioria dos respondentes em todos os países por mais de sete anos;

• O uso da Web não é dominado por jovens. Dois terços da amostra total indica que o usuário da web esta com a idade no entorno de 50 anos e tem usado a rede por mais de 10 anos;

• O uso da web está geograficamente espalhado nos espaços urbanos, nas periferias e no campo;

• O uso de serviços padrões de Internet como e-mail e robos de busca estão próximos da saturação na opinião dos usuários. Clientes web em todos os países esperam modificações tecnológicas substanciais nesse e em outros serviços da web, a curto prazo;

• O consumo via Internet está sedimentado e tende a aumentar; o atual nivel de segurança é aceito pelos usuários;

• A comunidade web tem se transformado rapidamente, de uma comunidade de usuários para uma comunidade de construtores da web. Metade da amostra estudada possui seu blog, sua página pessoal, usam salas de discussão, e sites de conteúdo compartilhado;

• O usuário da web é cada vez mais leitor online do que um impressor de papel para uma leitura tardia. A visualização e a concisão da informação são elementos fundamentais no desenvolvimento da webtobe;

• Está havendo uma modificação de uma web construída por milhares de autores para uma construída por milhões de colaboradores. A emergência dos sites de participação social está mudando a cultura da web;

• No relatório, os sites foras divididos em duas categorias: a) sites de redes socias onde o usuário pode interagir e trocar interesses, atitudes e atividade (ex.: MySpace, Mixi, Facebook, etc.); e b) sites de mídia social usados principalmente para colocar acessar e trocar conteúdos (ex.: YouTube, Snapfish, etc.);

• Metade dos estudantes secundários e universitários pesquisados usam sites sociais e colaborativos;

***
Para baixar o Relatório em PDF (280 páginas, 11 Mbytes, em inglês):
http://www.oclc.org/reports/pdfs/sharing.pdf

De duas em duas semanas o mundo perde uma língua

Por Estado de Minas
em Jornal da Ciência
31 outubro 2007

A cada 15 dias, em média, uma das 6,5 mil línguas faladas na Terra desaparece com a morte de seus últimos expoentes, que levam consigo enorme conhecimento cultural. Reunidos na capital da Malásia, para tratar do assunto, lingüistas de todo o mundo lamentaram que os países em que esse fenômeno mais ocorre são os Estados Unidos, Canadá e Austrália. Há idiomas na Ásia, também, seriamente ameaçados de extinção.

“Na língua, há um armazém de tesouros do conhecimento humano”, lembrou Nicholas Ostler, presidente da Fundação para as Línguas Ameaçadas, entidade com sede na Grã-Bretanha. “Desse modo, quando uma língua se perde, desaparece para sempre, não são só as palavras que vão com ela, mas normalmente um tipo específico de linguagem.”

De acordo com o levantamento publicado na revista norte-americana Cultural Survival, 89% das 154 línguas tribais remanescentes nos EUA estão sob perigo iminente de extinção, sendo que mais de metade delas só é dominada por pessoas já bastante idosas. No estado de Oklahoma, por exemplo, pelo menos 14 idiomas – o hitchiti, o kaw, o kitsai e o peória, entre muitos outros – já não são mais faladas.

A situação também não é nada boa na Ásia, apesar da grande diversidade cultural da região. Especialistas afirmam que muitos dirigentes não têm interesse no assunto porque querem preservar a unidade nacional. “A diversidade é vista como um fardo para o governo”, disse Ostler.

Na ilha de Andaman, no Oceano Índico, a maior língua local está reduzida a apenas 20 falantes. E em Brunei, segundo os especialistas, os idiomas minoritários devem ser extintos em uma ou duas gerações.

No Paquistão, o siraiki, falado por 40 milhões de pessoas na província de Punjab, está sob ameaça, já que os moradores estão apelando para o inglês e para o urdu em busca de uma melhor posição social e econômica. “Eles sentem que a língua siraiki não tem nada a oferecer”, disse a linguista paquistanesa Saiqa Imtiaz Asif.

Na China, país com quase 1,5 bilhão de pessoas e onde a população se comunica em cerca de 235 línguas e dialetos , a ascensão do mandarim ameaça também enfrenta problema semelhante ao dos EUA, não está imune ao perigo de extinção dos idiomas, com a ascensão do mandarim, disse Picus Sizhi Ding, professor do Instituto Politécnico de Macau.

Não há muitos sinais de esperança, afirmam os especialistas. No sul da Austrália, por exemplo, o povo kaurna, no planalto de Adelaide, vem trabalhando com lingüistas e músicos para retomar a língua kaurna, considerada extinta. “Se a nova geração se interessar por uma língua, talvez ela não tenha que morrer”, disse Ostler.

21 dicas para conservar seus livros e sua biblioteca

Por Alessandro Martins
em Dados em Comum
10 agosto 2007

- Grandes quantidades de livros são pesadas. Dê atenção a espessura das prateleiras.

- O livro deve ser constantemente manuseado. O virar das páginas oxigena o material, impede a acumulação de microrganismos que atacam o papel e colabora para que as folhas não fiquem ressecadas e quebradiças.

- Folheie rapidamente, mas cuidadosamente, o livro sempre que for colocá-lo de volta na prateleira. Isso vai arejá-lo.

- Não guarde os livros acondicionados em sacos plásticos, pois isto impede a respiração adequada do papel.

- Evite encapar os livros com papel pardo ou similar. Essa aparente proteção contra a poeira causa, na realidade, mais dano do que benefício ao volume em médio e curto prazo. O papel tipo pardo, de natureza ácida, transmite seu teor ácido para os materiais que estiver envolvendo (migração ácida).

- Faça uma vistoria anual. Retire todos os livros, limpe-os com um pano seco. Limpe a estante com um pano úmido. Evite passar produtos fortes do tipo lustra-móveis, já que seus resíduos podem infiltrar no papel.

- Deixe sempre um espaço entre estantes e parede. A parede pode transmitir umidade aos livros. E, com a umidade, surgem os fungos.

- Armários e estantes devem ser arejados. Estantes fechadas devem ser periodicamente abertas.

- Estantes de metal são preferíveis do ponto de vista da conservação dos livros.

- Não use clipes como marcadores de páginas. O processo de oxidação do metal mancha e estraga o papel.

- Em estantes de madeira, pense em revestir as prateleiras com vidro. Não use tintas a base de óleo.

- Bibliotecas devem ser frequentadas. Nem pense em porões. Baixa frequência de pessoas aumenta a insidência de insetos. Considere um tratamento anual contra traças.

- Não guarde livros inclinados. Aparadores podem mantê-los retos.

- Encadernações de papel e tecido não devem ser guardadas em contato direto com as de couro.

- Na prateleira, os livros devem ficar folgados. Sendo fáceis de serem retirados, duram mais. Comprimidos nas prateleiras, induzem a sua retirada de maneira incorreta, o que danifica as lombadas e fatalmente leva ao dano da encadernação. Livros apertados também favorecem o aparecimento de cupins.

- Quando tirar um livro da prateleira, não o puxe pela parte superior da lombada, pois isso danifica a encadernação. O certo é empurrar os volumes dos dois lados e puxar o volume desejado pelo meio da lombada.

- A melhor posição para um livro é vertical. Livros maiores devem ter prateleiras que permitam isso. Em último caso deixe-os horizontalmente, tomando-se o cuidado de não sobrepor mais de 3 volumes.

- Luz do sol direta nem pensar. O sol desbota e entorta as capas.

- Se for um livro antigo ou de algum outro valor ou de maior sensibilidade, lave as mãos antes de folheá-lo, já que mãos engorduradas contribuem para a aceleração da decomposição do papel. Evite umedecer as pontas dos dedos com saliva para virar as páginas do livro.

- Ao ler um livro, evite abri-lo totalmente, como por exemplo, em cima de uma mesa. Isto pode comprometer a estrutura de sua encadernação.

- Não utilizar fitas adesivas tipo durex e fitas crepes, cola branca (PVA) para evitar a perda de um fragmento de um volume em degradação. Esses materiais possuem alta acidez, provocam manchas irreversíveis onde aplicado.

Biblioteca Anna Amalia é reaberta três anos após incêndio

em Deutsche Welle
24 outubro 2007

A restauração da histórica biblioteca da cidade de Weimar foi concluída três anos após incêndio que destruiu cerca de 50 mil livros. Restauração do acervo danificado deve prosseguir até 2015.

A Biblioteca Anna Amalia, em Weimar, foi reaberta nesta quarta-feira (24/10), três anos após o grave incêndio que danificou gravemente o seu prédio e destruiu 37 pinturas e cerca de 50 mil livros dos séculos 16 a 20. O incêndio, em setembro de 2004, foi causado por problemas elétricos.

"Em Weimar bate o coração cultural da Alemanha", afirmou o presidente Horst Köhler durante a cerimônia de abertura. A Biblioteca Anna Amalia possui um acervo de mais de 900 mil obras e foi incluída na lista de Patrimônios Mundiais da Humanidade da Unesco em 1998.

Cerca de 62 mil obras danificadas pelo fogo ou pela água em 2004 foram levadas para restauração em Leipzig. Dessas, 16 mil já foram restauradas. O custo total da restauração é estimado em 67 milhões de euros e os trabalhos deverão continuar até 2015.

TESOUROS LITERÁRIOS DE GOETHE

A restauração do prédio custou 12,8 milhões de euros, incluindo a famosa sala em estilo rococó – onde é possível admirar pinturas, bustos de poetas e enormes estantes, além das paredes brancas e dos detalhes em dourado.

"Ela sempre foi mais do que uma simples biblioteca", declarou Hellmut Seemann, chefe da fundação gestora da biblioteca, dizendo também que o local é considerado por muitos visitantes um santuário do Classicismo alemão.

A biblioteca, que leva o nome da duquesa Anna Amalia, é especializada em literatura alemã do período entre 1750 e 1850. Ela abriga várias primeiras edições raras e a maior coleção mundial do Fausto, de Johann Wolfgang von Goethe. O mais famoso poeta alemão dirigiu a biblioteca de 1797 até a sua morte, em 1832.

Weimar, cidade do estado da Turíngia, no leste alemão, fica a 250 quilômetros de Berlim e é o centro cultural da região. A cidade conta com um total de 14 prédios históricos tombados pela Unesco.

SALVANDO A HISTÓRIA

No dia do incêndio, como as chamas se alastraram no teto da biblioteca, pessoas formaram uma corrente humana para tirar do prédio o maior número possível de livros. Elas salvaram cerca de 6 mil obras históricas, incluindo uma primeira edição da tradução da Bíblia por Martinho Lutero, de 1534.

Desde então, cerca de 22 mil pessoas e empresas alemãs já fizeram doações para a restauração da biblioteca e de seus livros ou para comprar obras que substituam o acervo perdido. Funcionários da biblioteca estimam que dois terços dos livros perdidos poderão ser comprados de outras coleções ou em leilões. Mas um terço se foi para sempre.

"Foi o pior incêndio de uma biblioteca na Alemanha desde o final da Segunda Guerra", lembrou Jens Goebel, ministro da Cultura da Turíngia, no início da semana de celebrações da abertura. A cerimônia oficial de reabertura foi comandada pelo presidente alemão Horst Köhler nesta quarta-feira, data do aniversário da duquesa Anna Amalia, que nasceu no dia 24 de outubro de 1739.

Mercadoria, informação e desenvolvimento

Por Aldo Barreto

A informação é muitas vezes tratada como mercadoria ou bem econômico para facilitar sua Iinserção no mundo dos bons negócios e das tecnologias.

Contudo, em termos econômicos , seria uma mercadoria torta, por não possuir os atributos necessários para a caracterização que lhe é imputada:

- não tem uma clara unidade de medida;

- uma peça não é divisível em partes comercializáveis;

- é abundante;

- não é escassa;

- não é homogênea: um kilo de morangos é bem igual a outro kilo de morangos;

- não transforma em propriedade do consumidor que a comprou, mesmo quando sua posse é defendida por cuidadoso aparato legal;

- não, necessariamente, se deprecia com o tempo.

Um Klg. de batatas tem uma clara e divisível unidade de medida, é homogêneo, escasso, e o meu quilo de batatas não vai para a panela de mais ninguém.Quem fala em mercadoria informação, sem as devidas ressalvas, está falando da forma, da base fisica, e não de seu conteúdo.

O mercado de informação, se existe, é atormentado pela relação preço - valor. A mesma "mercadoria" informação possui diferente valor para diferentes sujeitos consumidores. Configurar um preço de equilibrio é impossível, pois o preço pode estar muito abaixo ou muito acima do valor que, cada diferentes usuários estejam dispostos a pagar pela mesma "mercadoria". Fácil é colocar um preço de capa no livro, no periódico , no jornal, no disco mas, ai de novo estamos falando da base fisica e não do conteúdo.

Por razões semelhantes a informação também, não é um insumo ou um fator de produção; por definição, da teoria econômica da produção, todo fator de produção perde suas caracteristicas, desaparece, no processo de produção para surgir o novo produto. Isto é claro não acontece com a informação.

As meadas de algodão desaparecem ( como algodão crú) na fabricação do casaco. O que não quer dizer, porém, que não existe uma informação agregada a todos os eventos do processo de transformação, no nosso exemplo desde a plantação do algodão até a sua colheita e processamento. Mais esta informação se consome na produção do casaco.

Os agregados de informação estão regidos por rituais de informação definidos como o conjunto,mais ou menos estável, de redes, atores, relações formais e informais nas quais as informações são produzidas, organizadas e distribuidas de diferentes produtores, por meio de diversos meios, canais e veículos, a diferentes destinatários ou receptores de informação. Rituais de informação são celebrações que realizam com solenidade os estatutos que governam os atores, as práticas de informação , suas regras, recursos e planos e políticas (Frohmann, 1995).

Fazer discurso sobre a economia da informação (e dai depreender desenvolvimento e inovação) sem levar em contas as caracteristicas extremamente peculiares do objeto , as suas práticas, os rituais e celebrações é mais um discurso vazio realização de uma realidade.

Só dentro de um contexto de, rituais quasi--estáveis, e ceteris paribus podemos pensar que uma uma economia política da da informação possa influenciar o desenvolvimento pela inovação.

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Bernd Frohmann - Taking information policy beyond information science: applying the actor network theory, em: http://www.ualberta.ca/dept/slis/cais/frohmann.htm

Pierre Lévy: rumo à educação colaborativa.

Por Aldo Barreto

Pioneiro no estudo das comunidades virtuais, o filósofo defende o papel do educador como administrador de conhecimento compartilhável.

Há 15 anos, o filósofo e teórico Pierre Lévy se sentia só, ao ser um dos primeiros a falar de inteligência coletiva. Hoje, o conceito já encontra boa aceitação nas universidades e na Internet, mas ele ainda se sente só. O motivo agora é a criação da “web semântica”, ou seja, uma linguagem que traduza para computadores todos os significados das línguas naturais.

Para o teórico, o Brasil é parte de um fenômeno global, de uma cultura emergente que é o crescimento das comunidades online. E a criação de uma comunidade é uma ação cultural, um problema político e de liderança.

“Não se constrói uma comunidade como se constrói uma casa, com um tijolo sobre o outro”, explica. Ele destaca que um sentido compartilhado do que é importante faz-se necessário para o florescimento de uma comunidade online.

Neste aspecto, o novo papel do educador é ajudar pessoas a aprenderem colaborativamente, não apenas transmitir conhecimento.

“Se pensarmos sobre as habilidades dos educadores, elas têm mais a ver com a administração do conhecimento e em como ajudar os aprendizes a se orientarem dentro do conhecimento, do que ensinar a como funcionar online”, avalia Lévy.

Ele defende que a administração do conhecimento não seja privilégio das empresas de alta tecnologia, e que seu corpo de metodologias, experiências e instrumentos possam ser utilizados pelos movimentos sociais, pelo setor público e pelo terceiro setor.

O ponto chave seria fazer a arquitetura do conhecimento para ajudar a todos a contribuir e se orientar. Essa arquitetura “se parece mais com um código genético, em que cada comunidade pode ser vista como uma espécie de conhecimento, algo vivo e que tenha sua própria identidade”, compara.

E essa identidade não existiria sem uma memória coletiva, e, na era cibernética, é papel dos novos educadores auxiliar a participação e o crescimento de uma memória comum.

Por isso, Lévy se diz a favor dos computadores nas escolas, com acesso livre à Internet e em alta velocidade. Ele considera absurdo restringir o acesso das crianças à essa “fonte extraordinária de conhecimento, instrumento de colaboração e comunicação, um equipamento básico que dá suporte a toda tecnologia intelectual de nossa época”.

Na opinião do filósofo, “o pensamento crítico e a capacidade de avaliar o valor da informação precisa ser ensinado na escola”. Lá, diz ele, “deveria ser o lugar onde a gente aprende a gestão do conhecimento”.

O pensador também rebate os argumentos dos que citam a exposição a conteúdos duvidosos como um motivo para limitar o acesso de crianças à interno. “Claro que há pornografia e crime na rede, assim como na sociedade. Mas, por acaso, há alguém dizendo que as crianças não devem ir para a sociedade?”

Veja a figura do Fluxo da Inteligencia coletiva em: http://www.e-iasi.org/DOWNLOAD/FLUXO.doc

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Fonte: texto de Bruno De Vizia para a Revista AREDE, ano 3 número29, setembro de 2007.

Scitopia começa a operar

Por Murilo Bastos

O banco de dados de acesso público Scitopia passou a operar de forma definitiva depois de quatro meses de testes. Ele provê acesso a mais de três milhões de artigos, patentes e publicações governamentais. O seu acervo é coletivo, formado por quinze sociedades científicas, abrangendo mais de 150 anos de literatura científica.. As buscas podem ser de forma simples ou avançada (que provê acesso por termos do título ou do resumo, nome do autor ou da sua instituição).

O papel da SBPC na escolha de livros para bibliotecas

em Jornal da Ciência
24 outubro 2007

A SBPC foi escolhida pelo MEC como parceira do programa do governo federal para compor um acervo mínimo de títulos destinados às bibliotecas de todas as escolas públicas de nível médio do país.

Dado o capital intelectual disponível em suas mais de 80 Sociedades Científicas afiliadas, foi feita uma consulta ampla a todas elas e também a outros colaboradores habituais da SBPC.

Esta consulta resultou em mais de 2000 indicações, que posteriormente foram avaliadas por grupos de trabalho, compondo uma lista final de 160 títulos a qual, após submetida à diretoria da SBPC, foi enviada ao MEC em setembro último.

O trabalho foi coordenado pela professora Lisbeth K. Cordani, membro da diretoria da SBPC e contou com apoio logístico da sede da SBPC. Alguns cuidados iniciais foram tomados, como, por exemplo:

- os grupos de trabalho não poderiam conter autores de livros indicados e nem membros de editoras;

- nenhum livro indicado poderia ser de autoria de algum membro da diretoria;

- não seriam aceitos contatos com editoras e nem seriam recebidos materiais enviados por elas, uma vez que o interesse, nessa fase, seria indicar livros já conhecidos dos professores;

- os grupos de trabalho seriam constituídos por professores com ligações com o ensino básico, quer como orientadores de licenciaturas, quer como capacitadores de professores da escola básica e com outras ligações com esse nível de ensino.

Além disso, para evitar possível interpretação de conflito de interesses, não foram incluídas na lista nem obras do Instituto Ciência Hoje e nem obras do Instituto Perseu Abramo apesar de terem muitos títulos indicados, dada a excelência de suas publicações.

Mesmo com todos os cuidados tomados, o presidente da Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros) questionou em declaração ao jornal “O Estado de SP” os critérios de escolha da SPBC.

"Acho normal a reclamação, já que ele está defendendo o setor que representa. Mas escolhemos os títulos que estão no mercado, e sendo usados por professores, não os lançamentos”, afirmou a professora Lisbeth, que diz que chegou a receber ligações de donos e diretores de editoras para tentar incluir nomes na lista.

“Nesses casos informamos que o melhor caminho era procurar as escolas, porque é o professor que deve ter contato com o livro, por isso só escolhemos os que já estão sendo usados em sala de aula”.

Enquanto o setor das editoras defende o interesse comercial, a SBPC preocupou-se exclusivamente com as questões acadêmicas, num projeto financiado somente com recursos da própria SBPC, e que ainda contou com o trabalho voluntário dos professores e pesquisadores envolvidos na escolha.

“Dado o pequeno número de títulos por área (10 ou 12) seria utopia pretender unanimidade em qualquer lista apresentada. Por isso entendemos as divergências, mas acreditamos ter cumprido nosso papel”, afirma Lisbeth.

Novas histórias

Por Tagil Ramos
em Valor Econômico
23 outubro 2007

Numa manhã fria de setembro, o catador de materiais recicláveis Ademir Alves dos Santos, 33 anos, carregava às costas uma carga incomum na Baixada do Glicério, bairro da Liberdade, em São Paulo. Acostumado a puxar carroça cheia de papelão, dessa vez Santos transportava algo muito diferente: uma coleção de 300 livros. A carga não podia ser vendida por quilo, como ele costuma fazer diariamente nos pontos de reciclagem, onde troca por dinheiro materiais jogados na rua. As obras literárias sequer poderiam ser lidas por ele, que não sabe ler.

Mas esse baiano, natural de Caraguataí, um pequeno povoado perto de Cruz das Almas, a 146 quilômetros de Salvador, transformou-se naquele momento no homem-símbolo de uma iniciativa para promover a leitura. O projeto Carroça da Leitura, lançado pela ONG Associação Maria Flos Carmeli, o escolheu para transportar aquela biblioteca itinerante improvisada por algumas dezenas de metros, fazendo o trajeto entre a sede do Projeto Quintal da Criança e a casa paroquial da Igreja da Paz.

"Quero que meus filhos tenham um destino diferente do meu", confessa Santos. "Faço isso por eles." Enquanto carregava os livros, Santos foi acompanhado de perto por uma pequena passeata, formada por voluntários, professores, educadores e alunos da creche mantida pela ONG. Ali estudam suas filhas Vitória, 4 anos, e Sara, 7.

Vivendo há cerca de dez anos em São Paulo, a coleta de recicláveis foi a maneira que Santos encontrou para sustentar a família, as duas meninas e mais outros seis filhos. O trabalho informal garante mensalmente uma renda de até R$ 1.500, dinheiro com o qual sustenta a filharada e a mulher, Francisca Gabriel Pereira, que também o ajuda na tarefa de carrilheiro.

Santos e a esposa não têm palavras para agradecer a Associação Maria Flos Carmeli, criada em 2004 e que ensina os filhos de catadores do bairro. Essa ONG é resultado do sonho de uma freira visionária, a irmã Derly Fabres, cujo projeto recebeu apoio de uma associação humanitária italiana homônima, da prefeitura e do Instituto C&A.

Iniciativas como as da "Carroça da Leitura" surgem como o oásis no desértico panorama da leitura no país. No Brasil, existem ainda 613 municípios que não têm sequer biblioteca pública, de acordo com dados do governo federal. A situação já foi pior. Em 2003, eram 1.173 cidades nessa situação.

São Paulo conseguiu vencer essa realidade constrangedora. "Em 2003, havia 84 municípios sem biblioteca no estado", conta José Luiz Goldfarbe, responsável pelo programa São Paulo - Um Estado de Leitores. "Hoje, esse número é igual a zero". A solução veio com o casamento entre poder público e iniciativa privada. O município fornecia o local e a Secretaria de Cultura do Estado participava com o treinamento e o know-how.

O dinheiro vinha de padrinhos corporativos, que bancaram a aquisição do acervo básico de 600 livros, para cidades com até 10 mil habitantes. Acima dessa população, o município ganhava 1.000 exemplares. O custo aproximado girava em torno de R$ 20 mil por biblioteca. O total do investimento, em torno de 1,7 milhão teve o investimento de empresas como o Banco do Brasil, ABN AMRO, Santander, BankBoston, Instituto Itaú Cultural, Grupo Silvio Santos, Bovespa, Tim, Faap e as fundações Nestlé, Camargo Corrêa, Telefônica e Victor Civita, dentre outros.

Juntos, o dinheiro privado e a estrutura dos governos federal, estadual e municipal parecem ser uma solução para o déficit de leitura do país. A luta não é mais somente contra o analfabetismo pleno, como era no final dos anos 50, quando a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) definia o analfabeto como a pessoa que não conseguia ler ou escrever algo simples.

Atualmente utiliza-se o conceito de analfabetismo funcional. Uma pessoa que não possua habilidade necessária para satisfazer as demandas do seu dia-a-dia por meio da leitura é considerada analfabeta. Não basta ler e escrever, é preciso compreender aquilo que está sendo transmitido pelo texto. Por esse critério, considera-se analfabeto funcional aquele que não possui as habilidades de leitura, escrita e cálculo necessárias para viabilizar seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Sob esta perspectiva, o quadro brasileiro é alarmante. Segundo de pesquisa de 2005 do Instituto Paulo Montenegro (IPM), braço social do grupo Ibope, apenas 26% dos brasileiros, na faixa de 15 a 64 anos de idade, encontram-se no nível pleno de alfabetização. Esses dados são do V Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), sobre habilidades de leitura e escrita.

Em novembro devem ser divulgados os resultados da sexta edição do Inaf. "Temos a expectativa de uma ligeiríssima melhoria no índice, em decorrência de alguns fatores, como o aumento da escolaridade, aumento do número de bibliotecas e iniciativas da sociedade para incentivar a leitura", avalia Ana Lúcia Lima, diretora-executiva do IPM. "No entanto, a evolução ainda é baixa e muito aquém do desejável."

De fato, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constata o aumento da escolaridade da população brasileira. Dados desse instituto mostram que a parcela de pessoas na faixa entre 15 e 64 anos, com no máximo quatro anos de estudo, caiu de 37,9% para 33,6% entre 2002 e 2005. Nesse mesmo período, a proporção de brasileiros que completaram o ensino médio ou superior subiu de 35,5% para 40,8%.

Apesar da evolução, o Inaf mostra que o aumento da escolaridade não garante resultados proporcionais em termos de alfabetismo funcional. O desempenho da população mostra uma tendência de melhoria, tanto em letramento quanto em numeramento, mas em ritmo inferior ao da própria escolarização.

A qualidade de leitura do brasileiro, por exemplo, é inferior À da população carcerária de São Paulo. Em pesquisa com 800 presos, em 32 presídios, o Inaf deles bateu a média nacional.

O acesso ao livro é um dos fatores decisivos para aumentar o letramento do país. O último dado sobre o assunto data do ano de 2001 e mostra uma taxa baixíssima: 1,8 livro por habitante por ano. O que coloca o Brasil atrás da Colômbia (com 2,4 livros/habitante) e muito longe de países como a França (7,0).

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) planejam divulgar no começo de 2008 a nova edição da pesquisa Retrato da Leitura no Brasil. "Temos expectativa de que o novo índice de livro/habitante deva ser superior a da última pesquisa", estima Armando Antongini, diretor-executivo da CBL. O estudo, que deve ser realizado em 40 cidades brasileiras, num universo de 5.570 habitantes, deve sair a campo nos próximos meses.

A previsão de melhoria de Antongini se dá em decorrência dos resultados de pesquisas feitas em microrregiões. Um estudo realizado no início do ano pela Câmara Rio-grandense do livro traz o indicador de 5,5 livros por habitante por ano. Outro estudo com metodologia análoga, feito em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, chegou à taxa de 6,5 livro/habitante/ano.

Mesmo que se verifique um aumento do índice geral de leitura, a situação do país ainda é alarmante. São 16 milhões de analfabetos com mais de 15 anos (8,8%) e 33 milhões de analfabetos funcionais (18,3%). "Temos uma dívida muito grande com as gerações passadas e futuras", alerta a educadora América dos Anjos Costa Marinho, do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). "Num mundo letrado como o que vivemos, a grande possibilidade de inclusão social gira em torno do acesso à escrita."

Daí a importância de se formar pessoas que realmente usem a palavra escrita para a transformação de sua realidade. Essa ação ainda é impossível para os cerca de 12% dos brasileiros com mais de 15 anos que são considerados analfabetos. Mas a sociedade civil, por meio de iniciativas de entidades não-governamentais e de empresas, têm feito esforços para diminuir as lacunas educacionais.

Não basta ensinar o bê-á-bá. É preciso realmente formar o leitor, em toda sua plenitude. Projetos como o Entre na Roda: Leitura na Escola e na Comunidade, desenvolvido pelo Cenpec com o apoio da Fundação Volkswagen, têm contribuído para formar leitores em cidades como Taubaté, Caçapava, Caçapava Velha, Igaratá, Monteiro Lobato e Jambeiro, no Vale do Paraíba (SP).

A idéia, iniciada em 2003, vai além de colocar os livros nas estantes das bibliotecas. A ação envolve escolas públicas, bibliotecas, ONGs e associações comunitárias em torno da realidade da leitura e da formação do leitor. O modelo implementado é exemplo para o mundo. O Cenpec foi colocado pelo jornal Financial Times, em julho, entre as melhores ONGs do mundo.

Outra experiência bem-sucedida vem do Programa Ler é Preciso, do Instituto Ecofuturo, criado e mantido pelo Grupo Suzano. Sua mola propulsora é a integração de projetos focados na democratização do acesso ao conhecimento e aos bens culturais, com o objetivo de formar uma sociedade leitora e escritora.

Para realizar o processo educativo em sua totalidade, o programa conta com 61 bibliotecas comunitárias implantadas em sete Estados (Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo). Também realiza seis concursos de redação, mobilizadores de mais de 500 mil estudantes em todo o país.

O Ecofuturo desenvolve ainda ações de formação e intercâmbio, como a Primavera Ler é Preciso. "Durante o último Corredor Literário, realizado na avenida Paulista em São Paulo, no começo de outubro, lançamos o Livro Gigante, uma iniciativa para a instituição do dia 12 de outubro como o Dia Estadual da Leitura", informa Christine Fontelles, diretora de Cultura e Educação do Instituto Ecofuturo. "Queremos incentivar que os pais dêem livros a seus filhos e não somente brinquedos."

Outros empreendimentos culturais estão presenteando milhões de livros para quem não tem acesso a ele. É o caso da Fundação Educar DPaschoal. "Nesses oito anos de atuação, colhemos os frutos da distribuição gratuita de 30 milhões de livros para escolas públicas e instituições educacionais", informa Isabela Pascoal Becker, coordenadora da Fundação Educar. "Queremos incentivar o hábito da leitura por meio da publicação livros instigantes e bem editados". Ao todo, foram mais de 30 títulos, com obras dirigidas aos públicos infanto-juvenil e adulto, em sete coleções.

Para atuar nessa área, não é preciso ser uma empresa de grande porte com a DPaschoal. Basta ter força de vontade e iniciativa. É o que provou a escritora Patrícia Engel Secco. Há cerca de nove anos, ela largou uma carreira segura na área financeira para sair pelas ruas doando os livros de sua autoria. "Fui chamada de louca pelos colegas", revela. A "loucura" de Patríca deu origem ao Projeto Feliz, que já distribuiu, segundo informação da escritora, 30 milhões de livros. As crianças de todas as idades agradecem.

Biblioteca Pedro Calmon é reaberta após restauro

em Boletim PNLL
28 outubro 2007

Será reaberta ao público nesta terça-feira, dia 23 de outubro, a Biblioteca Pedro Calmon do Fórum de Ciência e Cultura, a biblioteca central da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O processo de restauro implicou três anos de atividades parcialmente interrompidas, mas ela retorna agora em sua forma original, com espaços e mobiliário da década de 50. Seu acervo é constituído de livros raros e de valor histórico-científico, além de manter as coleções Afonso Carlos Marques dos Santos, Memória UFRJ e Monografias de Estudos de Problemas Brasileiros.

Venezuela quer distribuir livros em escolas do DF e não informou o Brasil

em G1
20 outubro 2007

A embaixada da Venezuela no Brasil pretende distribuir a bibliotecas de escolas do Distrito Federal exemplares do livro “Simón Bolívar, o Libertador”, com textos atribuídos a Simón Bolívar, considerado herói na Venezuela. No entanto a assessoria de imprensa do governo do Distrito Federal disse não ter conhecimento da iniciativa.

O Ministério da Educação (MEC), afirmou, por meio de sua assessoria, que não foi informado oficialmente da distribuição dos livros. Disse ainda que não tem que se pronunciar sobre o caso, pois é direito e responsabilidade das escolas receberem ou recusarem as doações.

O Ministério das Relações Exteriores também não foi contatado oficialmente. A obra tem o lançamento previsto para o dia 30, no Museu Nacional de Brasília, que cedeu o espaço para o evento.

“A idéia que temos é convidar para apresentação desta obra a cada um dos diretores (são mais de 600) das escolas públicas do DF, para que cada um deles possa levar um exemplar de graça para sua escola e o livro possa ser lido e conhecido pelos estudantes brasilienses”, afirmou por nota o adido cultural da embaixada da Venezuela no Brasil, Wilfredo Machado.

Segundo Machado, a distribuição do livro, com tiragem de 5 mil exemplares, vai começar logo após seu lançamento. A obra contém cem textos atribuídos a Bolívar escritos entre 1805 e 1830. Ele é a principal referência para o presidente Hugo Chávez na "revolução" que diz ter iniciado no país.

Além das escolas do Distrito Federal, devem receber os livros colégios vizinhos aos Consulados da Venuzuela no Brasil. O consulado de São Paulo levará 600 exemplares; o do Rio, 500; e os de Belém, Manaus e Boa Vista, 300 cada um. A obra terá distribuição gratuita.

PF apreende 385 livros furtados da Biblioteca Nacional

Por Roberta Pennafort
em UOL Notícias
19 outubro 2007

Policiais federais apreenderam hoje, na livraria Le Bouquiniste, no centro do Rio, 385 livros que fazem parte do acervo da Biblioteca Nacional. Todos eles tinham o carimbo da instituição, segundo informou a Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico. Os agentes não sabem quando os livros foram retirados da BN. O dono do estabelecimento foi detido.

O filho dele, que também trabalha na livraria e se identificou como Jeferson, não quis fazer comentários sobre o incidente. A apreensão ocorreu no exato momento em que funcionários recebiam o carregamento com os livros. Eles foram autuados por receptação de material roubado. A BN ainda aguardava comunicado oficial da PF sobre o caso.

A Le Bouquimiste é referência na venda de publicações antigas. A BN já foi alvo de ladrões de livros e de fotografias por mais de uma vez. A última ocorrência grave foi em 2005, quando quase mil imagens raras do século 19, de coleção tombada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), desapareceram durante a greve dos servidores.

Surpresa! A Internet beneficiou o mercado de livros

Por Gavin Haycock
em Reuters
19 outubro 2007

As previsões pessimistas de que a Internet iria esmagar o setor de publicação de livros através dos leitores digitais e das vendas online de livros usados não se concretizaram.

A editora Penguin anunciou esta semana que a explosão no varejo online e nas vendas de livros usados não causou os prejuízos que ela havia previsto e que, de muitas maneiras, a Internet acabou beneficiando as livrarias, funcionando como ferramenta de marketing, experimentação e aproximação com a próxima geração de leitores.

A editora, cujos autores incluem Alan Greenspan (ex-diretor do Federal Reserve), o romancista Nick Hornby e o chef Jamie Oliver, sentiu-se ameaçada pelas gigantescas casas de leilão online como a eBay, mas descobriu que, diferentemente do que acontece com a música, no caso dos livros as pessoas ainda querem os livros físicos.

"Muita coisa está acontecendo na indústria musical que não se repete no setor dos livros. Os consumidores não querem álbuns inteiros, apenas faixas. Mas querem livros inteiros, e não capítulos", disse a jornalistas esta semana o presidente e executivo-chefe da Penguin, John Makinson.

Ele disse que embora as vendas de livros usados, anunciados em sites de leilão online pouco após o lançamento dos títulos, ameacem as vendas das edições em capa dura e também das edições subsequentes em capa mole, o impacto não tem sido tão grande quanto se previa.
A editora Bloomsbury disse na semana passada que a mídia eletrônica é uma parte fundamental de seus negócios futuros, tanto que ela já fechou contratos de direitos com grupos como a Microsoft.

Na semana passada a Pearson, proprietária da Penguin, lançou o portal Spinebreakers, com resenhas de vídeo e audiolivros voltadas para adolescentes e administradas por eles.

"São nossos leitores no futuro", disse John Makinson, acrescentando que o Spinebreakers oferece insights estratégicos importantes sobre como os teens criam e compartilham informações sobre publicações na Web.

Outro projeto da Penguin lançado este mês é um concurso de redação de romances, em conjunto com a Amazon e a Hewlett-Packard, que atraiu um manuscrito por minuto em seus primeiros dias. O vencedor, a ser escolhido pela Amazon no próximo ano, receberá um contrato de publicação e um adiantamento de 25 mil dólares.

18 Outubro 2007

Português está em sétimo na lista de idiomas mais presentes na Internet, aponta estudo

em Wnews
15 outubro 2007

Os internautas que falam inglês são os que mais usam a rede, segundo pesquisa da Worldstats.com. Em segundo lugar estão os asiáticos. Dos atuais 1,2 bilhão de pessoas que usam a Internet no mundo, 31% (366 milhões) tem o inglês como sua língua materna.

Os chineses, por sua vez, estão em segundo, mas registram taxas significativas de crescimento, em sete anos o número de usuários aumentou cinco vezes. Atualmente, existem 184 milhões (15,7% do total) de internautas dessa origem.

Em terceiro colocado estão os 102 milhões de pessoas que falam espanhol (8,7% do total), seguido do japonês (com 86 milhões ou 7,4%), francês (com 5% ou 59 milhões). A sequência por idiomas fica nessa ordem: alemão (com 5%, 59 milhões), português (4% ou 47 milhões), coreano (2,9% ou 34 milhões), italiano (2,7% ou 31 milhões) e o árabe (2,5% ou 29 milhões).

Por região, a Ásia lidera na quantidade de internautas (437 milhões), mas com uma taxa de penetraçãode somente 12% da população, o que deixa uma enorme margem de crescimento. Da Europa estão contabilizados 322 milhões de internautas e entre os norte-americanos, 233 milhões, com uma taxa de penetração de 40% e 70%, respectivamente.

Telas substituem página de papel em aparelho para baixar e-book

Por Tatiana Schnoor
em WNews
15 outubro 2007

Apesar da relação intríseca entre leitura e papel, os e-books e áudio livros começam a ganhar espaço entre os consumidores. A editora alemã Libri.de apresentou, na feira de Livros Frankfurt, o iLiad, que é um livro feito de telas de alto contraste no lugar de páginas de papel.

O aparelho reproduz de forma fiel a sensação de se ler um livro impresso. O inconveniente da novidade está no preço, ele será vendido na Europa a 650 euros, com 100 euros de crédito para e-books.

Apesar do preço, o mercado de e-book está em expansão, mostra uma pesquisa divulgada na feira alemã, feita com com 1,3 mil profissionais do ramo editoral de 80 países. A maioria disse que os livros eletrônicos e os audiolivros são os mais promissores.

A mesma pesquisa revela que 10% do mercado alemão já tem prática de download de conteúdo digital. Ao todo, estão disponíveis 20 mil títulos de 500 editoras, e mais de 2 mil estão no mesmo caminho, ainda em 2007.

Outro estudo da PriceWaterhouseCoopers mostra que as crianças são os principais consumidores. Quer em forma de CD, audiocassete ou MP3, 21% delas consomem audiolivros, contra apenas 6% dos adultos.

Leitor de livro digital armazena até 160 obras

Por Magnet
em Terra Tecnologia
5 outubro 2007

A Sony lançou a segunda edição do seu leitor de livro digital. O novo Sony Reader Digital Book armazena cerca de 160 livros - capacidade que pode ser estendida com o uso de um cartão de memória SD ou Memory Stick Duo - e traz controles melhores para navegar pelos livros, informou o site BetaNews. O dispositivo terá preço de US$ 299 - US$ 50 a menos do que a versão original, lançada há um ano.

O PRS-505 tem duas opções de cores - prata e azul escuro, tem bateria interna com duração aproximada de 7,5 mil páginas e suporta os formatos PDF, RTF, TXT e JPEG.

De acordo com o Tech.Blorge.com, com o anúncio do PRS-505, a Sony bateu a Amazon, que segundo rumores estaria desenvolvendo o seu próprio leitor de livros eletrônico, chamado Amazon Kindle.

A segunda geração do Reader Digital Book começa a ser vendida mês que vem no site da Sony, com uma promoção que oferecerá um crédito para 100 títulos chamados Connect Classics, que incluem obras de Shakespeare, Janes Austen e H.G. Wells, informou o site Digital Media Wire.

TVEFE é o 1º serviço informativo audiovisual do mundo em espanhol e português

Por EFE
em Terra Tecnologia
13 outubro 2007

A Agência EFE e a Televisión Española (TVE) apresentarão neste domingo em Miami, no congresso bienal da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), o primeiro serviço informativo audiovisual do mundo em espanhol e português. Trata-se de uma nova fonte de informação com identidade hispana que aspira a se transformar em uma referência para a informação de prestígio na América, com o qual se pretende resistir à visão anglo-saxã onipresente até agora no mercado audiovisual latino-americano.

A TVEFE oferece conteúdos noticiosos em suporte audiovisual dirigidos a cadeias de televisão, jornais digitais, portais e páginas web que desejem contar com informação rigorosa, crível, independente e produzida a partir da perspectiva hispana.

Mediante um sistema de envio contínuo (24 horas por dia, 365 dias ao ano) e através de uma plataforma de distribuição via internet, os clientes do serviço poderão receber em qualidade profissional vídeos editados e material sem editar em dois serviços claramente diferenciados: a TVEFE-América, com locuções em castelhano neutro, e a TVEFE-Brasil, com locuções em língua portuguesa.

A TVEFE nasce como fruto do acordo anunciado no dia 15 de março na cidade espanhola de Oviedo pelos presidentes da EFE, Alex Grijelmo, e da Corporação RTVE, Luis Fernández, com o qual ambas as empresas estabelecem uma aliança estratégica de primeiro nível para potencializar a presença de conteúdos noticiosos audiovisuais nos mercados hispânicos.

Para isso contam com mais de 150 correspondentes em nível mundial, três centros de edição: Madri, Bogotá e Rio de Janeiro, e o potencial de produção informativa das duas empresas, que são colocados ao serviço da TVEFE.

Censo da Internet mapeia quase 3 bilhões de endereços

em Terra Tecnologia
16 outubro 2007

Pesquisadores do Instituto de Ciência da Informação da University of Southern California completaram e analisaram um censo de todos os mais de 2,8 bilhões de endereços na Internet. É o primeiro censo completo da rede em 25 anos.

O estudo foi feito através de pings, ou seja, é como um computador enviar um pacote de dados que pergunta 'você está aí? o que você faz?' para o endereço da rede, que por sua vez responde.

No total, 61% dos pings não foram respondidos. Diversos simplesmente responderam 'não há informações disponíveis', provavelmente por causa de questões de segurança. Algumas máquinas levaram até 62 dias para responder ao ping.

Entretanto, milhões de sites responderam, tanto positivamente quanto negativamente, possibilitando a criação de um atlas da Internet.

Os dados do estudo e o atlas da Internet podem ser vistos no endereço: http://www.isi.edu/ant/address/index.html.

Unesco e EUA se unem para criar biblioteca digital mundial

Por James Mackenzie, da Reuters
em Terra Tecnologia
17 outubro 2007

A Unesco e Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, apoiadas pelo Google, vão desenvolver uma biblioteca digital com trabalhos de todas as partes do mundo, informou nesta quarta-feira a Organização Cultural, Científica e Educacional das Nações Unidas.

"A iniciativa da Biblioteca Digital Internacional é digitalizar materiais raros e únicos de bibliotecas e outras instituições ao redor do mundo e torná-los disponíveis de forma gratuita na Internet", informou a Unesco em um comunicado.

Manuscritos, mapas, livros, partituras e gravações musicais, filmes, gravuras e fotografias serão incluídos no projeto.

A iniciativa foi lançada pela Biblioteca do Congresso dos EUA em 2005, com o objetivo de digitalizar registros das maiores culturas do mundo.

O projeto vai permitir aos usuários procurar por lugares, épocas, temas e instituições participantes.

O projeto soma-se aos esforços de empresas como o Google, que está digitalizando acervos de diversas bibliotecas do mundo para acesso online.

Junto com o Google, primeiro patrocinador do setor privado, há também outros parceiros, incluindo bibliotecas nacionais no Egito, Rússia e Brasil.

MEC divulga lista de livros para o ensino médio

em G1
17 outubro 2007

O Ministério da Educação (MEC) divulgou a lista dos livros indicados para o Programa Nacional Biblioteca da Escola para o Ensino Médio (Pnbem). São 160 títulos de física, química, matemática, biologia, filosofia, geografia, história, sociologia, artes, educação física, literatura e quatro opções de gramáticas. A lista foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (15). Veja os títulos aqui.

Segundo nota divulgada pelo MEC, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em parceria com Secretaria de Educação Básica do MEC, indicou obras que constam de catálogos de editoras entre 1990 e 2006. Neste ano, o programa foi ampliado pelo Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) para o ensino médio. Ainda de acordo com o ministério, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai comprar 1,36 milhão de exemplares para cerca de 17 mil escolas, atendendo a 7,9 milhões de estudantes.

As escolas de ensino médio devem votar em 35 obras da lista, no site do FNDE, que indicará as 80 obras mais votadas nos estados e no Distrito Federal. As obras vão compor um acervo - com 48 títulos de ciências humanas e da natureza, 20 de literatura brasileira, cinco de artes, cinco de educação física e duas gramáticas - que será distribuído para as escolas de ensino médio. O cronograma de envio dos livros será definido esta semana.

Criado em 1997, o Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE) seleciona e distribui acervos formados por obras de referência, de literatura e de apoio à formação de professores às escolas de educação básica.

17 Outubro 2007

Em Moscou, as autoridades anunciam a abertura limitada dos arquivos stalinistas

Por Madeleine Vatel, tradução de Jean-Yves de Neufville
em Le Monde
12 julho 2007

O anúncio da abertura dos arquivos stalinistas deveria ter provocado a satisfação das famílias humilhadas por anos de repressão soviética. Além da esperança para os pesquisadores e os historiadores poderem trazer finalmente à luz todo esse passado doloroso. Aquele da coletivização forçada das aldeias no início dos anos 1930 e do gulag, os campos de concentração soviéticos onde teriam morrido entre 18 e 20 milhões de pessoas de 1929 a 1953 (o ano da morte de Stálin). Mas quem alimentou uma grande expectativa corre sérios riscos de ficar decepcionado.

Todos aqueles que sentem a necessidade disso poderão consultar os arquivos. Para tanto, eles só precisam redigir uma carta na qual deverá figurar a lista dos documentos aos quais eles gostariam de ter acesso; eles também devem explicitar com qual objetivo", anunciou Vassili Khristoforov, o responsável do fundo dos arquivos do FSB (ex-KGB).

Os procedimentos para aceder aos arquivos permanecem burocráticos e lentos. Apenas os descendentes das vítimas que poderão se identificar como tais terão o direito de pedir para consultar os documentos. Muitas famílias, cansadas de lutar pela reabilitação dos seus parentes e pelo reconhecimento de um prejuízo moral, há muito já perderam a paciência.

Algumas delas temem ver-se na situação de encarar uma recusa em razão da má-vontade de algum arquivista ou da noção, tão ampla quanto imprecisa, de "segredo de Estado" ou ainda de "segredo pessoal" que veta o acesso a certos documentos. Nenhuma informação relativa aos "informadores", aqueles vizinhos ou amigos que denunciaram os "inimigos do povo", enviando-os com isso para o gulag ou para a morte, será transmitida.

Os historiadores, por sua vez, só terão acesso a esses arquivos com a condição de apresentarem uma autorização dos descendentes, em documento autenticado por um tabelião. Esta providência obrigatória constituirá um obstáculo praticamente insuperável para todo pesquisador que quiser efetuar um trabalho de pesquisa global sobre o período o mais negro da história da União Soviética.

UMA OPORTUNIDADE PERDIDA

Com isso, o FSB aposta na lassitude e no desaparecimento progressivo das próprias vítimas. O ucasse (decreto) publicado pelo antigo presidente Boris Ieltsin, que havia autorizado a abertura ilimitada dos arquivos em 1991, foi revisto logo em 1995.

"No mais alto nível do Estado, estão criando um clima que não incentiva ninguém a voltar-se para o passado", declara Nikita Petrov, da associação Memorial, que luta pela reabilitação das vítimas do comunismo. "Assim, não é nenhuma surpresa constatar, depois disso, que muitos arquivistas se recusam a fornecer os documentos solicitados, e ainda que eles nem sequer tomem iniciativas no sentido de permitir a compreensão das diferentes facetas obscuras da nossa história".

De fato, os historiadores estimam que mais uma vez, foi desperdiçada uma oportunidade de se estudar seriamente os anos stalinianos.

Até que ponto a gratuidade dos museus pode ampliar o seu público?

Por Nathaniel Herzberg, tradução de Jean-Yves de Neufville
em Le Monde
15 setembro 2007

Ela havia sido prometida por Nicolas Sarkozy. Ela havia sido anunciada por Christine Albanel, a ministra da cultura. A experiência acaba de ser aprovada. Em 1º de janeiro, um pequeno número de museus nacionais tornarão gratuito o acesso à sua coleção permanente. Os serviços da Rua de Valois (do ministério da cultura) transmitiram para Matignon (sede do primeiro-ministro) uma primeira lista de nove estabelecimentos: em Paris, o Museu das Artes Asiáticas Guimet e o Museu da Idade-Média, situado no Hotel de Cluny; o Museu Nacional de Arqueologia em Saint-Germain-en-Laye (Yvelines, região parisiense); o Museu Nacional do Renascimento no castelo de Ecouen (Val-d'Oise); o palácio Jacques-Coeur, em Bourges; o Museu da Porcelana em Limoges; o Museu Magnin em Dijon; o palácio do Tau em Reims; as coleções contemporâneas do castelo de Oiron (Deux-Sèvres).

A esta lista poderiam acrescentar-se um ou dois outros estabelecimentos que dependem de outras administrações, seja do ministério da defesa ou da educação nacional. Sobretudo, deverá se juntar a este um segundo grupo de museus, que terá a função de testar uma série de medidas mais específicas. Alguns deles estenderão para a população de 18 a 25 anos a gratuidade já oferecida aos menores de 18 anos nos museus nacionais. Outros poderiam oferecer o acesso livre todos os domingos, em vez de limitá-lo ao primeiro domingo de cada mês.

Em todo caso, os sete primeiros estabelecimentos escolhidos receberam a notícia de maneira diversa. Após ter sido informado dela na manhã de quarta-feira, Paul-Hervé Parsy, o administrador do castelo de Oiron, comemorou a novidade. "Nós temos uma freqüência de visitações modesta, de cerca de 20.000 pessoas por ano, e uma coleção muito bonita. Em termos de receitas, portanto, os valores em jogo são reduzidos, mas em termos de imagem, a inovação é muito importante. A escolha me parece ser muito coerente".

A mesma satisfação foi manifestada no Museu de Arqueologia de Saint-Germain-en-Laye. O castelo já conta 70% de visitas gratuitas, sobretudo escolares. "Aos domingos, em contrapartida, nós vemos muitas famílias que fazem passeios no domínio de Saint-Germain desistirem da visita quando descobrem que é preciso pagar (4,5 euros - cerca de R$ 12 - por adulto)", sublinha Patrick Périn, o diretor. "Incentivar essas pessoas a se aproximarem da arqueologia apresentaria um real interesse".

No Museu Guimet, ao contrário, a decisão não foi muito apreciada. Recentemente, o seu presidente, Jean-François Jarrige, havia argumentado junto ao ministério da cultura que ele considerava o seu museu como "pouco representativo" para uma operação desse tipo. "Eu não sou contra esse teste, nem contra a eventual gratuidade dos museus", acrescenta. "Mas, se uma experiência como esta for implementada, é preciso que ela seja conduzida com o máximo de sinceridade. Além disso, nessas condições, teria sido necessário colocar algum museu realmente importante, do tipo do Beaubourg, na balança".

Além de tudo, Jean-François Jarrige diz temer as conseqüências da experiência sobre as receitas de bilheteria (300.000 visitantes), obviamente, mas também sobre a imagem do museu e, portanto, sobre o mecenato que lhe permite organizar as exposições temporárias.

Estes são alguns dos elementos que deverão ser avaliados com uma lupa, ao longo dos seis primeiros meses do ano de 2008, em previsão de uma eventual generalização em 2009. Uma concorrência pública deverá ser aberta nos próximos meses junto a organismos de pesquisas, cuja missão será de medir o impacto dos dispositivos testados. "Ao abranger Paris, a região parisiense e a província, e ao incluir grandes e pequenos museus, nós vamos poder contar com uma amostragem bastante diversificada que nos permitirá observar o comportamento dos públicos", precisa um responsável em Matignon. "A quem beneficia a medida? Em relação a qual museu? Para qual tipo de público?"

Pois é evidentemente esta a pergunta a ser feita. Na Grã-Bretanha, as coleções permanentes foram tornadas gratuitas em 2001. Os museus municipais parisienses suprimiram os ingressos pagos em 2002. Em todos os casos, a medida aumentou o número de visitações, embora com duas ressalvas: "Nós observamos um efeito lua-de-mel no início; depois disso, o número de visitações volta a diminuir", sublinha Anne Gombault, a responsável do departamento de artes, cultura e administração na Escola de Administração de Bordeaux. Se a avaliação for feita em relação a um período de seis meses, será que não corremos o risco de medir apenas este pico? Acima de tudo, os grandes beneficiados pela gratuidade são... os freqüentadores habituais do museu. "As pessoas retornam, e se mostram mais descontraídas", insiste Catherine Hubault, a subdiretora do Patrimônio da Cidade de Paris. "A imagem do museu mudou. Mas não a idade, nem o perfil sociológico dos visitantes".

Diante disso, seria mesmo o caso de incluir na conta dos impostos as visitas repetidas dos aficionados, ou ainda aquelas dos milhões de turistas estrangeiros que pagam sem qualquer problema os 9 euros (cerca de R$ 24) do ingresso no Louvre? No ministério, ninguém sabe responder. Mas, nem o Louvre, nem o Museu d'Orsay, nem o Centro Pompidou foram inscritos entre os que serão submetidos a esta experiência.

Bilionários russos intervêm para socorrer o patrimônio do seu país

xjaPor Marie Jégo, tradução de Jean-Yves de Neufville
em Le Monde
27 setembro 2007

Os bilionários russos estariam no processo de desempenhar um papel na preservação do patrimônio cultural do seu país? A pergunta começou a se tornar relevante desde que Alicher Ousmanov comprou de uma vez só, em Londres, em 17 de setembro, as 450 obras de arte russa que faziam parte da coleção do violoncelista Mstislav Rostropovitch (1927-2007).

O oligarca desembolsou 36 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 134 milhões) de modo a evitar a dispersão das obras e antiguidades de propriedade do virtuose, dentre as quais quadros de Repin, Serov ou Grigoriev, além de objetos que pertenceram à família imperial. Esta coleção, que foi reunida pelo músico e sua mulher, a soprano Galina Vichnevskaia, deveria ser vendida num leilão em Londres, nos dias 18 e 19 de setembro, pela Sotheby's. Mas a venda não ocorreu.

O mesmo Alicher Ousmanov já havia comprado, no início de setembro, uma coleção de desenhos animados soviéticos, cedida durante os anos 1990 para uma companhia americana, para oferecê-los a um canal de televisão estatal.

Ousmanov não é o único bilionário a se empenhar em fazer retornar à Rússia uma fatia do seu patrimônio. Em 2004, as pedras preciosas em forma de ovos criadas pelo joalheiro dos czares, Fabergé, foram compradas da família americana Forbes pelo muito afortunado Viktor Vekselberg.

Alicher Ousmanov e Viktor Vekselberg têm pontos comuns. Eles são muito ricos e são personalidades sempre bem-vindas no Kremlin, onde cultivam amizades até mesmo com Vladimir Putin. Além disso, não se sabe se os novos proprietários irão ficar com os tesouros artísticos que eles adquiriram ou se eles irão entregá-los para uma instituição do Estado. Ousmanov optou por se manter ambíguo em relação a esta questão, embora um dos seus amigos tivesse afirmado que a coleção Rostropovitch não seria restituída.

O ministério russo da cultura estava interessado em adquiri-la, mas ele não conseguiu reunir os fundos necessários. Entretanto, por ocasião de uma coletiva de imprensa em Moscou, na terça-feira, 18 de setembro, o ministro russo da cultura, Mikhail Chvydkoi, reconheceu que Alicher Ousmanov havia articulado a compra da coleção Rostropovitch a pedido da agência governamental encarregada da conservação da herança cultural. Desde junho de 2004, esta agência, encarregada da cultura e da "vigilância das comunicações de massa" vem sendo dirigida por Boris Boiarskov, um aliado próximo do presidente Putin, oriundo assim como ele dos serviços de segurança (FSB).

De origem uzbeque, Alicher Ousmanov, que administra uma fortuna pessoal estimada pela revista econômica americana "Forbes" em US$ 5,5 bilhões (R$ 10,17 bilhões), é proprietário do grupo Metalloinvest. Ele dirige uma filial da Gazprom (gigante russo do gás) e acaba de adquirir 21% das ações do clube de futebol inglês Arsenal.

NENHUMA CONCESSÃO

A viúva do violoncelista, Galina Vichnevskaia, se disse satisfeita com a aquisição da sua coleção por Alicher Ousmanov. "Desta forma, ela permanecerá inteira", confiou em entrevistas à imprensa russa. O casal havia tomado a decisão de vender o conjunto completo antes da morte do músico, em abril de 2007. "Eu não tenho nenhuma nostalgia. Não sou apegada aos objetos", explicou a soprano.

Uma vez que a manutenção das obras - entre outros, a das suas apólices de seguro - era particularmente custosa, ele havia decidido cedê-las com o objetivo de financiar a fundação caritativa do casal. Numa entrevista que ela concedeu à televisão russa antes da venda, Galina Vichnevskaia havia afirmado claramente que ela não faria nenhuma concessão em relação ao preço, o que poderia permitir a sua aquisição pelo ministério russo da cultura. "Quando nós fomos expulsos do país com os nossos dois filhos ainda muito novos, ninguém se mostrou preocupado com a maneira com que nós iríamos viver", explicou.

Mstislav Rostropovitch e sua mulher, que eram amigos pessoais de Alexandre Soljenitsyn, haviam sido forçados a deixar a União Soviética em 1974 por terem hospedado o escritor dissidente. Declarados traidores da pátria, eles haviam sido então destituídos da sua nacionalidade soviética.

Interessados em se cercar com o "perfume" da sua cultura de origem, os exilados haviam começado a adquirir obras e objetos antigos russos e a conservá-los nos seus apartamentos em Londres e em Paris. Já no próximo mês de outubro, a sua coleção será exibida em Moscou ou em São Petersburgo.

Artistas elegem o 'museu ideal' para celebrar Europa

Por Márcia Bizzotto
em BBC Brasil
16 outubro 2007

Uma escadaria em Florença, pinturas feitas por homens da caverna e quadros de pintores renascentistas estão entre os escolhidos por alguns dos nomes mais respeitados da arte européia para comporem um 'museu imaginário' que celebra a diversidade da arte na Europa.

A escolha foi feita por 27 artistas da União Européia - um de cada nacionalidade do bloco - escolhidos pela organização do evento. A cada um foi pedido "uma obra de arte que considera mais simbólica dentro da história" do continente.

As obras do 'museu imaginário' são apresentadas em um vídeo, um dos principais destaques da Europalia, uma bienal de arte que ainda inclui uma série de eventos de artes plásticas, música, teatro, dança, literatura e cinema e que fica em cartaz em Bruxelas até fevereiro de 2008.

O resultado é uma lista de obras e monumentos que, em alguns casos, não caberiam em um museu, mas "refletem os sentimentos e a experiência pessoal de cada artista", acreditam os organizadores.

RELATOS

O escritor português José Saramago, por exemplo, elegeu a escadaria da Biblioteca Laurentina de Florença, na Itália, projetada por Michelangelo.

"É preciso vê-la para acreditar que a perfeição absoluta existe. Foi a primeira vez que, vendo uma obra de arte, senti que meu corpo estremecia", explica em um relato emocionado.

Para o cineasta espanhol Miquel Barceló, o "grande descobrimento artístico dos últimos séculos" são as pinturas rupestres da caverna de Chauvet, descoberta no sul da França a meados do século passado.

"Esses desenhos saíram da mão de um mestre absoluto. Ele retrata leões que conhecia como nós conhecemos nossas namoradas", afirma o catalão, para quem as pinturas "são de um refinamento que faz pensar em Pisanello e no Renascimento".

As declarações foram compiladas no idioma nativo de cada artista, no vídeo que integra O Grande Ateliê, uma das mostras da Europalia.

A lista do 'museu imaginário' inclui a Arena de Verona, na Itália, escolhida pela soprano búlgara Rayna Kabaivanska, e o complexo monolítico Stonehenge, na Grã-Bretanha, favorito do diretor de filmes de animação estônio Priit Pärn.

Entre os pintores, Caravaggio, Diego Velásquez e Piero della Francesca garantiram um lugar nessa seleção. Os dois primeiros foram eleitos pelo diretor de teatro britânico Declan Donnellan e pelo poeta esloveno Tomas Salamun, respectivamente. Della Francesca foi o único escolhido por dois artistas: o arquiteto italiano Gae Aulenti e o escritor irlandês John Banville.

Duque de Caxias terá Museu de Ciências

BPor Gestão C&T
em Jornal da Ciência
16 outubro 2007

A cidade de Duque de Caxias (RJ) ganhará, no próximo ano, um novo museu de ciências. Os investimentos feitos pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secti-RJ), são de R$ 4,7 milhões.

O museu, com previsão de abertura em agosto de 2008, terá quatro andares. No primeiro deles, os visitantes terão acesso ao Aquário que mostra a vida no fundo da Baía de Guanabara. No segundo pavimento, será possível verificar O Ciclo das Águas, uma exposição que mostra o caminho percorrido pela água, durante todo o seu ciclo.

O terceiro andar possuirá uma réplica humana em tamanho natural. O objetivo é apresentar os detalhes da anatomia do corpo humano. Já o último andar contará com uma mini-refinaria, que mostra como o petróleo é transformado em combustível.

A iniciativa da criação do museu conta com a participação da Fiocruz e da Petrobras. As duas instituições darão consultoria e serão as responsáveis por dois setores do museu: corpo humano e energia.

Informações complementares sobre o museu podem ser obtidas na Secti pelo fone (21) 2299-4112.

Google, primera palabra en inglés que usan muchos niños

Por EFE
em El Universal
15 outubro 2007

Google es la primera palabra del inglés que aprenden muchos niños del mundo que tienen una computadora con acceso a internet, afirmó en Miami Nicholas Negroponte, del Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT).

Negroponte explicó el desarrollo del proyecto "Una computadora por niño" en la 63 Asamblea General de la Sociedad Interamericana de Prensa (SIP) que será clausurada mañana.

Uruguay y Perú serán los dos primeros países latinoamericanos donde se distribuyan masivamente las computadoras portátiles del proyecto que dirige Negroponte y que pretende que millones de niños puedan disponer de ordenadores que cuestan cien dólares por unidad.

Tras la distribución de estas computadoras portátiles de cien dólares en Uruguay y Perú se seguirá por Centroamérica, Argentina y Haití, entre otros países, según Negroponte.

La organización sin ánimo de lucro que dirige Negroponte ha puesto en marcha una fase del proyecto para que en los países desarrollados se compren dos de estas computadoras para que una de ellas sea regalada a un niño del tercer mundo.

"Hemos recibido respuestas de todo el mundo para comprar miles de computadoras que serían regaladas en escuelas de países en vías de desarrollo", señaló Negroponte.

Agregó que el objetivo del proyecto se centra en promover un mundo educado y que el mayor número de niños que no tienen una buena escuela o un buen profesor puedan aprender con una computadora con acceso a internet.

"Es impresionante la capacidad que tienen los niños para manejar una computadora. De esta forma tienen el mejor vehículo para aprender a aprender", añadió.

Negroponte explicó que la pequeña computadora portátil está hecha con la intención de ser fácil de usar y las mayores simplificaciones técnicas posibles, al tiempo que está dotada de un excelente sistema de seguridad, porque en caso de ser robada no funciona.

La computadora puede ser utilizada como un libro, ya que puede almacenar hasta mil libros, y permite la conexión a internet por satélite y a través de una red vinculada a las escuelas."La simplificación técnica en su diseño y construcción facilitan incluso que hasta los propios niños puedan estar en condiciones de reparar las averías" , señaló Negroponte.

Hospitais serão obrigados a possuir mini biblioteca para pacientes

em 24HorasNews
10 outubro 2007

O ambiente insípido, a falta de coleguinhas e da própria casa, pode causar depressão em crianças e adolescentes que necessitam ficar internados por tempo indeterminado. Para amenizar um pouco este desconforto foi sancionada pelo governador do Estado Blairo Maggi no último dia 02 a lei 8718, que determina a implantação de mini-biblioteca pública ou banca de livros em hospitais públicos e ou conveniadas ao SUS para atender as crianças com doenças variadas.

O objetivo da lei é propiciar aos doentes que passam dias entediantes e desanimados e com um grande período de ansiedade, momentos de lazer, através da leitura e colaborando com o passar do tempo e consequentemente com sua melhora.

Em sua justificativa quando apresentou o projeto de lei, o parlamentar mencionou que com a lei em vigor, os pacientes quanto às unidades de saúde terão ganhado tanto no campo preventivo, como no curativo, com a implantação das mini- bibliotecas, colaborando com um bom estado emocional, tratamento e cura desses pacientes.

Segundo o deputado Zé Domingos (DEM) autor da lei, o doente tendo que esperar e suportar o tratamento e sua recuperação vive um tempo diferente do relógio. O tempo psicológico do enfermo varia de situação para situação, de momento para momento e de indivíduo para indivíduo. Além disso, o acompanhante do mesmo modo tem preocupações causadas pelo temor da doença contraída pelo seu familiar, juntando-se ainda a ansiedade pelos negócios, afazeres, demais parentes e seu lar. “Acolher este paciente se tornar amigo dele, deixa-lo confiante e oferecer-lhe entretenimento e conforto psicológico também é um dever”, disse destacando ainda que “bom livros poderão dar esperança e encorajamento e ainda influenciarão no estado emocional do paciente. Isso porque quando somos motivados por sentimentos agradáveis e bons pensamentos usufruem de vantagens emocionais com possibilidade de aceitarmos melhor as horas de tédio e os momentos de ansiedade”.

A literatura que deverá ser implantada é de cunho infanto-juvenil e precisará ser capaz de minimizar o estado de tensão que envolve o paciente em tratamento de saúde e seus respectivos familiares. O empréstimo deve ser livre e gratuito e a organização dos serviços, normas, procedimentos e rotinas operacionais serão estudados com particularidade por cada unidade de saúde. Os livros poderão ser doados pela comunidade, grupos e patrocinadores.

Outro ponto que não está dentro da lei, mas o deputado salientou é que o hospital poderá implantar o sistema de carrinhos-biblioteca que acondicionam o acervo e percorrem pelas dependências dos hospitais usando de uma metodologia previamente estruturada pela equipe de monitores da instituição. O intuito é atrair o paciente para a leitura, pois este pode estar desanimado com as conseqüências da doença.

O importante destacou Zé Domingos é que cada instituição se prepare para este atendimento. “Sabemos que haverá um custo inicial para a implantação da mini-biblioteca, o que é uma preocupação fundamental, mas vale o custo–benefício. É um elemento menor quando o retorno gerar um bem maior.”, finalizou o parlamentar.

Biblioteca acreana valoriza povos da floresta

Por Maria Clara Machado, do MEC
em Jornal da Ciência
10 outubro 2007

A primeira biblioteca brasileira totalmente especializada em assuntos ambientais da Amazônia e do Acre conta a história de ribeirinhos, seringalistas e índios.

Espaço de valorização do índio, do seringalista, do ribeirinho e do meio ambiente.

Com essa proposta nasceu a Biblioteca da Floresta Marina Silva, em Rio Branco, que abriu as portas ao público nesta terça-feira, com a visita do ministro da Educação, Fernando Haddad, da secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, do governador do Acre, Binho Marques, e do senador Tião Viana (PT-AC).

A comitiva do MEC está no Acre para o lançamento do Plano de Desenvolvimento da Educação.

A primeira biblioteca brasileira totalmente especializada em assuntos ambientais da Amazônia e do Acre conta a história dos povos da floresta – ribeirinhos, seringalistas e índios – com o intuito de valorizar a formação da identidade do povo da região e despertar uma atitude responsável frente ao meio ambiente, além de disponibilizar amplo acervo a pesquisadores e estudiosos.

O espaço terá exposições permanentes e temporárias e conta com audioteca, videoteca e salas de leitura e de pesquisa com computadores ligados à internet. As exposições permanentes privilegiam a história dos povos da floresta, suas culturas e conhecimentos.

Na visita à biblioteca, a comitiva do ministério inaugurou a primeira exposição temporária Nossa Terra, que aborda a formação do sistema solar, do planeta Terra e dos grandes lagos amazônicos. Haddad e os dirigentes do MEC e do estado descobriram que seres gigantes, hoje comparáveis a elefantes ou rinocerontes, habitaram a região.

No espaço permanente, os visitantes conheceram um pouco sobre as 14 etnias indígenas que vivem no estado e sobre a vida e luta de Chico Mendes, seringalista assassinado por defender questões ambientais.

Uma sala climatizada, que reproduz o clima e a fauna da floresta amazônica, também faz parte do passeio. A visitação à biblioteca é gratuita, basta ser agendada com antecedência.